A confiança que temos em nós reflete-se em grande parte na confiança que temos nos outros.

Ponto de Partida


A confiança é um sentimento fundamental nas sociedades. Quando existe, tudo corre melhor. Quando está ausente, ou em dúvida, tudo será pior.


Como afirma e desenvolve Francis Fukuyama no seu livro "CONFIANÇA", há uma relação directa entre o capital de confiança social existente nas sociedades e o nível de bem-estar geral que aquelas alcançam.


A sua importância é transversal a pessoas e instituições, pois é uma necessidade básica em cada um de nós.


Assim, o seu papel é de extrema relevância para a qualidade de vida de cada pessoa, e consequentemente para o bem-estar social.


Com confiança, o nosso ser emerge em todo o seu potencial, e a nossa atitude é tendencialmente construtiva, seja qual for a tonalidade emocional do momento.


Genuinamente sentida, é um factor primário, subjacente à satisfação pessoal e dignidade com que vivemos as nossas vidas.


Na sua ausência, ou enfraquecida, geram-se emoções negativas, as quais ainda que difusas, trazem desconforto interior, que pode induzir a tristeza ou o medo, o que favorece o isolamento, e eventualmente estados depressivos, os quais deterioram a qualidade das relações sociais.


Assim, a falta de confiança mina e empobrece as nossas sociedades.


É portanto essencial sentirmos confiança uns nos outros.


Que pode cada um de nós fazer, para que a Confiança mútua se desenvolva e reforce?


Como encontrar formas de transmitir aos outros a Confiança base de que todos necessitamos, e de a recebermos em retorno?


É este o propósito central do Movimento TEO.


Assim, se quando estivermos no espaço público (rua, jardim, centro comercial, etc), transmitirmos e recebermos de quem nos cerca, ou se cruza connosco, uma mensagem explicita, clara e credível, de que podemos confiar, e cada um de nós, devolver mensagem idêntica, tudo será diferente.


Se cada um de nós der o 1º passo, muitos outros nos seguirão, e certamente todos se sentirão melhores.


E não será muito difícil, uma vez que a grande maioria de nós, e de todos os que partilham os espaços públicos, se consideam pessoas de confiança.